Terapia do Esquema
“Eu sei que não faz sentido… mas ainda sinto.” Talvez você conheça essa frase. Você entende que não precisa se cobrar tanto, que aquela pessoa não vai embora, que pode dizer não. E mesmo assim a emoção chega primeiro, forte, como se a situação fosse muito maior do que é.
O que é um esquema
Esquemas são formas de sentir, interpretar e reagir que se formam cedo, em geral na infância e na adolescência, quando algumas necessidades emocionais importantes não foram atendidas: segurança nos vínculos, autonomia, liberdade para expressar o que se sente, espaço para brincar e descansar, limites claros. Naquele contexto, eles fizeram sentido. Foram uma forma de se proteger. O problema é que continuam funcionando muito depois, em situações em que já não protegem e passam a machucar.
Um esquema não é um defeito de quem você é. É algo que foi construído e, por isso, pode ser compreendido.
De onde vem a Terapia do Esquema
A Terapia do Esquema foi desenvolvida pelo psicólogo Jeffrey Young, a partir da TCC, para padrões que se mostravam mais persistentes. Ela integra a TCC a contribuições de outras abordagens, como a teoria do apego e as técnicas vivenciais.
Como ela aparece na terapia
O trabalho começa por reconhecer o padrão: em que situações ele aparece, o que você sente, o que costuma fazer. Depois, buscamos entender de onde ele veio e o que ele tentava proteger. Além da conversa, a Terapia do Esquema usa técnicas vivenciais, como o trabalho com imagens mentais e com diálogos, que ajudam a mudança a acontecer também no nível da emoção, e não só no do entendimento.
A própria relação terapêutica faz parte do cuidado: é nela que necessidades que ficaram sem resposta podem ser reconhecidas e respeitadas.