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Bruno de Souza Gonçalves

Como funciona a terapia

Muita gente chega à terapia sem saber explicar direito o porquê. Às vezes é um cansaço que não passa, uma reação que parece maior do que a situação, a sensação de estar repetindo a mesma história. Não é preciso ter tudo nomeado para começar. Entender o que está acontecendo já é parte do trabalho.

Os primeiros encontros

Nas primeiras sessões, o foco é conhecer você: o que te trouxe, como isso aparece no dia a dia, a sua história e o que é importante para você. Aos poucos, organizamos juntos uma compreensão do que mantém o sofrimento e combinamos objetivos possíveis. Essa compreensão não é um rótulo. Ela é revista ao longo do processo, à medida que nos conhecemos melhor.

Como é uma sessão

A sessão é uma conversa, mas com direção. Costumamos começar retomando como foram os últimos dias e escolhendo juntos o que é mais importante tratar naquele encontro. Você não precisa chegar com um assunto preparado, e também não precisa falar do que ainda não se sente pronto para falar. O ritmo é construído em conjunto.

Entre uma sessão e outra

Boa parte da mudança acontece fora do consultório. Por isso, às vezes combinamos pequenas observações para o dia a dia: notar em que momentos uma emoção aparece, o que você pensou naquela hora, o que fez em seguida. Não é lição de casa nem prova. É uma forma de trazer para a sessão o que acontece na vida real, com mais detalhe do que a memória costuma guardar.

Com o que costumo trabalhar

Meu trabalho tem três focos principais:

Também chegam até aqui a autocrítica que pesa mais do que ajuda, a tristeza que se arrasta e os momentos de mudança. Se o que você vive não está nesta lista, isso não quer dizer que a terapia não seja para você. Podemos conversar sobre isso.

Uma prática apoiada em evidências

Meu trabalho segue a Psicologia Baseada em Evidências. Na prática, isso quer dizer que as decisões sobre o tratamento combinam três coisas: o que a pesquisa científica mostra sobre o que costuma ajudar, a experiência clínica e aquilo que é importante para você, como a sua história, os seus valores e as suas preferências. Nenhuma das três decide sozinha.

Parte dessa pesquisa vem da neurociência, que ajuda a entender como emoção, atenção e memória funcionam e por que certos padrões se mantêm.

As abordagens

Pensamentos, emoções, sensações do corpo e comportamentos se influenciam o tempo todo. Uma interpretação rápida muda o que sentimos; o que sentimos muda o que fazemos; e o que fazemos, muitas vezes, confirma a interpretação do começo. A Terapia Cognitivo-Comportamental ajuda a enxergar esses ciclos e a experimentar outros caminhos.

Como a TCC olha para esses ciclos

Às vezes, o mesmo ciclo volta em situações muito diferentes, com pessoas diferentes, durante anos. Quando isso acontece, ele costuma vir de mais longe: de formas de sentir e de se proteger que fizeram sentido em outro momento da vida. É disso que trata a Terapia do Esquema.

O que a Terapia do Esquema propõe

Sigilo e limites

O que você conta em sessão é protegido pelo sigilo profissional, um dever previsto no Código de Ética do psicólogo. As exceções são poucas e estão previstas nesse mesmo código, como situações de risco grave.

Para atender adolescentes, é preciso a autorização de um responsável. Depois disso, o sigilo vale para eles também: a família só é informada quando é necessário e com a concordância do adolescente, exceto nas situações de risco grave citadas acima.

A terapia não é um serviço de urgência. Se precisar de apoio agora, o CVV atende a qualquer hora pelo 188. Em emergência, ligue 192 (SAMU).

Podemos compreender isso juntos.

Se fizer sentido para você, podemos conversar.

Conversar pelo WhatsApp Instagram @psi.brunosg

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